Poesia premonitora
Ainda quero você na minha soletrar coisinhas em teu ouvido lamber o mel em tua pele enquanto te como viajando nas covas de tua bochecha
não vou me ausentar do dever de te tornar de vez feliz outra vez plantar morangos e colher maçã vermelha e se sentir desejo outra vez, canela
não vou contar com o ovo no cu da galinha se bem que tu me disseste e me confirmaste teu medo sob as ânsias de tuas células sem querer acreditar no que sentes
para te convencer, vou fazer do gozo ato voluntário para estar em ti horas seguidas repetindo a mesma imagem libidinosa mensagem há de acordar-te agora
minha mente fresquinha agora sorri tranquila sentirei tua mão tocar a minha e tua boca sussurrar-me parassimpáticas delícias
verei o sol nascer ao teu lado, estrela conheceremos juntos a casa do ritmo e se toda a gente apontar nossa cara a cidade será nossa caminha macia.
Escrito por Murilo às 23h43
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Religando-me
Eu hoje, no dia em que se homenageia aqueles que já partiram da Terra, senti uma grande vontade de reaver meus laços com a religião. Na verdade, já vinha sentindo isto há algum tempo, mas, de sábado para cá, por conta de uma quase burrada que fiz, resolvi não adiar mais. Eu descobri que minha vida sem preces me deixava vunerável demais às vontades do mundo e que as forças espirutuais nem sempre trabalham em favor dos bem-intencionados - ou, por vezes, nossa fraqueza nos deixa muito mal-intencionados, não é mesmo?
Para onde ir, então?
Resolvi recomeçar por onde estava, na Igreja Messiânica. Sou membro desta religião desde 1990, porém estou afastado das práticas há uns bons três anos. Entretanto, a Messiânica daqui não estava aberta, nem ontem nem hoje, o que me levou a crer que o povo havia viajado para o culto aos antepassados em outra cidade. Minha mente, todavia, pedia que eu me abrigasse com Deus. Foi quando procurei a Arte Mahikari.
Ambas igrejas guardam muitas semelhanças nas práticas, embora divirjam na teoria. Para uns, da Messiânica derivou-se a Mahikari, para outros, não. De qualquer forma, gostei do OKIYOME, espécie de passe espiritual, que recebi no templo. As pessoas foram cordatas e eu realmente gostei. Amanhã, quero procurar a Messiãnica. Antes, preciso repensar os por quês que me afastaram dela.
Sentia, na época, que a religião estava cada vez mais uniformizada, frente à imperativa necessidade de conquistar novos adeptos. Não sou do discurso salvador, do tipo "só nós levamos ao paraíso..." Acho que foi este o principal motivo. Eu estava também bastante questionador sobre a religião em si, sua necessidade para o homem e seu viés de dominação, de acomodação das vontades. Hoje, eu vejo que ela é necessária, ao menos par mim, tão caótico que sou. A decisão está tomada: retomarei os ritos. A escolha sobre qual deles está por vir. Estou aberto. Agora à tarde, depois das orações da manhã, sinto-me melhor e minha culpa por seu eu mesmo parece mais distante. De qualquer dorma, vejo que Deus existe e que, com Ele, o sol tem um brilho todo diferente.
Messiânicos japoneses ministrando o JOHREI
Escrito por Murilo às 16h32
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