Carta a ti
O que pulsa aqui sou eu amplificado pela poesia. Estas bombas atômicas são de fé e paz. Em mim, o mar está calmo. Pousou-me hoje uma mãe beija-flor.
Eu vi o passado sorrindo às minhas costas e vi tantas estradas. De repente, ao me virar, eu tive a impressão de que tudo se unificava. Como se entre eu e o mundo houvesse apenas uma ponte reta e larga. E não me importava ver o final da ponte, o seu início convidativo deteve-me o olhar.
E vi a vida melhor que quero agora. Toquei minha certeza e minha bondade. Desfiz a maldade que em mim doía plantada. Voltei. Sorri. Inspirei. Segui.
Veio-me tua lembrança gostosa. A saudade de minha amiga e de minha casa. A lua da janela de minha mãe. O computador e as demais bombas atômicas.
Escrito por Murilo às 01h13
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