Se tu não brincas, eu não brinco desfaz-se o enfeite que altera a manhã o sol sem uma centelha na praça de ninguém
as placas mentem sempre as cartas idem se não sabes o que fazer segue o passo, simples
põe teu cérebro nos pés caminha por sobre o desejo respira o instinto olha a paisagem
chegas e deitas sob mim ao meu lado inebria-te minhas palavras hilárias tua voz, tua guia
otimista sinfonia suave canção, pura ciência por que não vens, não percebe escorre de mim o ouro da pacîência
se os caminhos abertos não são suficientes para trazerem-te, que outro tempo fará então com que teu pesar diminua?
que pecado procuras, que honra? não vês que se perde um dia depois de não nos termos? por que tua vontade trepida?
os nossos desencontros trabalho, sociedade, ventania medo, orgulho, sentenças os nossos desencontros
tu não brincas, eu não brinco desfaz-se o enfeite que altera a manhã o sol sem uma centelha na praça de ninguém.
Escrito por Murilo às 01h07
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