Clique e ouça
Acho massa eu continuar gostando de músicos que eu já venho acompanhando há anos. Pelo contrário, quando um artista se torna obsoleto, repetitivo ou esnobe, diz-se que ele virou Ray Conniff. RS
Tom, Madredeus e Nação Zumbi gostam que se brinque com a suas obras, principalmente Tom Zé. Para sempre!!! Sua criatividade e suas idéias são brilhantes e essenciais. A sua inquietude. A mulher ocidental jamais se viu tão de perto, antes da opereta Estudando o pagode.
O Madredeus, por sua vez, procura se reinventar, nos limites que a quase milenar música portuguesa lhes permitem. No documentário sobre Faluas do Tejo, comentam um pouco como procuram combinar desafiadoramente os talentos de cada um e, assim, continuar, único. Diversas canções me inspiram par um trabalho que venho realizando em Rio de Contas, por conta de este álbum ser uma particular homenagem a Lisboa e esta cidade muito me interessa atualmente.
A Nação Zumbi procura a sobrevivência e, me parece, aderiram-se ao modelo indústrial de produção em série para as massas. Sem a mesma inovação de Chico Science, mas buscando criar, ao menos, uma identidade, uma vez que a chama CS se espalhou e a NZ, na verdade, agora, compete consigo mesma. Não acho que aproveitam bem o legado. Ficaram um pouco rasos, mas a capacidade da banda ainda é incrível! No fundo, falta-lhes exatamente a poética mangue de Chico. Falta-lhes um poeta, de verdade, mas ainda lhe sobra delicioso ritmo!
Quem estiver a fim de música, estão aí minhas sugestões.
 tom zé
 madredeus
 nação zumbi
Escrito por Murilo às 12h45
[]
[envie esta mensagem]
|