Caçamos um rato
Eu e Mel Lisboa vivemos uma experiência singular para nós dois, homem e cadela. Amadurecemos um pouco, juntos.
Após a chuva, entrou pela porta da rua um rato. Saí apressado e não vi que era um rato. No momento em que fechava o portão, pensei sobre Lisboa, algo como "ela vai farejar o que for, se for algo vivo." Cheguei de volta algumas horas depois. Abri a porta da cozinha e Lisboa entrou. Reparei que ela fixou o faro no sofá. Alguns minutos se passaram em silêncio, fui confeir. Ela estava com o rato no banheiro. Ela, cachorra com nome de piranha, existia plena diante de mim; explosão de natureza, como no parto e nas horas de 'comê'. Ela foi atalhando o roedor com as duas patas dianteiras até que ele saiu do banheiro. Tanta delicadeza e agilidade. Ela não machucava o bicho, mas o entregava para mim. Não sei se sabia que eu o mataria. A cachorra joga o rato com a boca no meio da cozinha e encerra sua ação. Eu cerco o rato no canto da parede. Qual seria a arma? A outra sandália, que não uso mais, está no quarto. Tive que sair para pegá-la, Mel Lisboa o guardou enquanto isso. Voltei com a arma em punho. Posicionei-me e, num golpe certeiro, implodi a cabeça do indesejado. Olhei para trás, ela saia do banheiro. Preferiu não ver o desfecho de sua caçada. Era uma plena cachorra beagle e eu matava a presa, como sua memória primordial canina lhe dizia e ela ainda não havia experimentado. Realizava-se então a sua lenda ancestral de animal domesticado.
Creio que depois disso ela deixou de ser humanófila.
Escrito por Murilo às 14h16
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É época dos exames finais e a professora de uma escola primária mandou que seus alunos escrevessem uma redação, na qual fossem abordados os seguintes temas: 1. Monarquia 2. Sexo 3. Religião 4. Mistério. Quem terminasse estaria dispensado e poderia voltar para casa. Passados poucos minutos, Joãozinho levanta a mão e diz que terminou. A professora pede então que ele leia a sua redação em voz alta. O menino se levanta, coça a garganta e diz:
"MANDARAM A RAINHA TOMAR NO CU. MEU DEUS! SERÁ QUEM FOI?".
Escrito por Murilo às 00h13
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